De Gulo gulo – a.k.a. Wolverine

maio 2, 2009 às 2:58 pm | Publicado em Nerdices, Reviews | 3 Comentários
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Ontem, fomos ver Wolverine. E eu queria muito poder dizer que gostei do filme, porque o Wolverine de Hugh Jackman é um dos meus personagens favoritos da franquia cinematográfica de X-Men (o único que concorre com ele seriamente é Bobby Drake/Iceman). Mas grande parte do que eu tanto gosto no personagem da trilogia xmeniana sumiu no primeiro X-Men: Origens.

A sinopse do Imdb resume o filme:

Wolverine vive uma vida mutante, busca vingança contra Victor Creed (que mais tarde se tornará Dente de Sabre) pela morte de sua namorada, e finalmente acaba passando pelo programa da Arma X mutante.

Não é a melhor sinopse do mundo, e o problema começa por aí: ela combina com o filme. A tentativa de dar uma carga dramática maior ao personagem acabou tirando o grande atrativo de Wolverine, na tentativa de justificá-lo. Sai de cena um Logan/Wolverine irritadiço e meio mal-humorado (mas com um senso de dever, ainda que não de honra, em seu devido lugar) e surge um James Logan/Jimmy muito…bipolar. O personagem tem altos e baixos, na tentativa de mostrar como Wolverine é, na verdade, só um cara que passou por maus bocados.

A seqüência dos créditos iniciais é muito interessante: depois de passarmos rapidamente pela infância do protagonista, surgem as guerras pelas quais ele passou – uma forma de mostrar a longevidade do personagem. Não acontece muito, mas você pode ver a relação entre James e Victor se desenvolver em alguns poucos takes. Ponto positivo.

Aliás, outro grande problema do filme, para mim, é justamente a contraposição entre Victor Creed e James Logan. Não só por causa de furos de linha narrativa, se você tiver em mente o primeiro X-Men (não estou nem falando do cânon dos quadrinhos!), mas porque Liev Schreiber rouba a cena freqüentemente, com seu Creed animalesco e sádico.

Entre um furo de roteiro e outro, Wolverine pode até divertir. Mas, se a tentativa era criar um filme profundo como Nolan fez com os dois de Batman, foi um tiro n’água.

PS: Sim, existe uma cena após os créditos. Mas, sinceramente, tanto faz quanto tanto fez.

PS2: Tem conto novo no Imaginary Lines – Fever.

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3 Comentários »

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  1. X-Men Origins: Wolverine também não consegue lidar bem com o source material que tem. Ainda que adaptar a história do Wolverine para uma nova linguagem seja algo incontornável(e com enorme potencial), algumas das escolhas de roteiro são estranhas, e teria sido melhor usar a história original. Os três filmes anteriores dos X-Men souberam bem fazer modificações nos personagens e nas histórias, mas esse escorrega justamente nesse ponto. Além disso, Deadpool rocks e o que fizeram com ele é imperdoável.

    Great review, Red!

  2. Ju, eu e uma aimiga consultora mary kay tb montamos um programa que tenta indicar uma consultora perto de voce. Mande um email pra mim karen@mpdesign.com.br com seu endereço que tentaremos achar ;D beijo

  3. Não vou assistir X-Men Origins: Wolwerine porque sou pouco familiarizado com a franquia. Sério. Não assistia o desenho, também, e só me lembro vagamente de uma trilogia em HQ que li quando tinha – talvez? – uns 12 anos. Logo, faz tempo.

    Logo, não devo nem posso opinar =(


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