Da evolução de um gênero

maio 18, 2009 às 10:03 pm | Publicado em Cotidiano fotografado | 2 Comentários
Tags: ,

Faz um tempo, fiquei apaixonada por óculos escuros.

Em dezembro de 2007, me dei de Natal um modelo simplesinho da Lupa Lupa. Preto de acetato, o detalhe dele (incansavelmente destacado pelo vendedor) era ter florzinhas nas hastes, com pequenos strass. Admito que não sou fã de florzinha, muito menos de strass, mas adorei como ele ficou no meu rosto, e comprei o bichinho.

Detalhe de florzinha

Detalhe de florzinha

No meio do ano passado, passeando pelo shopping, de novo na Lupa Lupa, vi um modelo que chamou minha atenção. Meio arredondado, com um corte na lateral da lente  – Tom Ford inspired total. Primeiro vi o preto (que ficou muito pesado), depois o marrom (que ficou muito morto) e então…o rosa! Ok, eu também não gosto de rosa… Mas fazer o que, ele é perfeito.

Rosinha Tom Ford

Rosinha Tom Ford

Nesta última sexta, ganhei um modelo novo da Chilli Beans.  Eu já era adepta da maxi-bolsa, agora sou adepta do maxi-óculos escuros. O acetato da armação é roxo-muito-muito-muito-escuro-quase-preto, e a lente é em degradê, terminando num rosa parecido com o mais escuro dos óculos aí de cima. Além disso, a caixinha é uma gracinha, vermelha por fora e roxa por dentro (adoooooooooro roxo+vermelho).

Case vermelho e roxo

Case vermelho e roxo

Então, um item da wishlist cortado e muita vontade de que faça sol!

A evolução de um gênero

A evolução de um gênero

Anúncios

De Gulo gulo – a.k.a. Wolverine

maio 2, 2009 às 2:58 pm | Publicado em Nerdices, Reviews | 3 Comentários
Tags: ,

Ontem, fomos ver Wolverine. E eu queria muito poder dizer que gostei do filme, porque o Wolverine de Hugh Jackman é um dos meus personagens favoritos da franquia cinematográfica de X-Men (o único que concorre com ele seriamente é Bobby Drake/Iceman). Mas grande parte do que eu tanto gosto no personagem da trilogia xmeniana sumiu no primeiro X-Men: Origens.

A sinopse do Imdb resume o filme:

Wolverine vive uma vida mutante, busca vingança contra Victor Creed (que mais tarde se tornará Dente de Sabre) pela morte de sua namorada, e finalmente acaba passando pelo programa da Arma X mutante.

Não é a melhor sinopse do mundo, e o problema começa por aí: ela combina com o filme. A tentativa de dar uma carga dramática maior ao personagem acabou tirando o grande atrativo de Wolverine, na tentativa de justificá-lo. Sai de cena um Logan/Wolverine irritadiço e meio mal-humorado (mas com um senso de dever, ainda que não de honra, em seu devido lugar) e surge um James Logan/Jimmy muito…bipolar. O personagem tem altos e baixos, na tentativa de mostrar como Wolverine é, na verdade, só um cara que passou por maus bocados.

A seqüência dos créditos iniciais é muito interessante: depois de passarmos rapidamente pela infância do protagonista, surgem as guerras pelas quais ele passou – uma forma de mostrar a longevidade do personagem. Não acontece muito, mas você pode ver a relação entre James e Victor se desenvolver em alguns poucos takes. Ponto positivo.

Aliás, outro grande problema do filme, para mim, é justamente a contraposição entre Victor Creed e James Logan. Não só por causa de furos de linha narrativa, se você tiver em mente o primeiro X-Men (não estou nem falando do cânon dos quadrinhos!), mas porque Liev Schreiber rouba a cena freqüentemente, com seu Creed animalesco e sádico.

Entre um furo de roteiro e outro, Wolverine pode até divertir. Mas, se a tentativa era criar um filme profundo como Nolan fez com os dois de Batman, foi um tiro n’água.

PS: Sim, existe uma cena após os créditos. Mas, sinceramente, tanto faz quanto tanto fez.

PS2: Tem conto novo no Imaginary Lines – Fever.

Crie um website ou blog gratuito no WordPress.com.
Entries e comentários feeds.